Já é normal, hoje em dia, vermos um jogo do campeonato da 1ª divisão portuguesa de futebol e vermos sempre o mesmo filme. A não serem equipas como Porto, Benfica, Sporting e Braga, não vemos futebol ofensivo. Vemos sempre estas equipas a tentarem ganhar o jogo mas a serem constantemente travadas por estilos de futebol defensivo e anti-jogo.
Sinceramente, penso que as equipas denominadas pequenas são obrigadas a fazer anti-jogo porque não têm mentalidade para jogar futebol ao mais alto nível, e outras simplesmente não têm qualidade. E isto faz com que tenhamos um campeonato fraco por não termos equipas grandes, médias e pequenas. Temos apenas grandes e pequenos. Ainda na 6ª feira vi o jogo FC Porto-Marítimo, e o que vi foi triste. Não em termos de resultado, mas sim porque isso apenas demonstrou a mentalidade que, o 5º classificado da época passada do nosso campeonato tem. Com bons jogadores como tem esta equipa o Marítimo, é inadmissível que apresente o futebol que tem apresentado esta temporada. Mesmo contra o Braga na última jornada e a jogar perante os seus próprios adeptos o Marítimo nunca se preocupou em ganhar.
Se virmos o que já se passou nesta temporada vemos bons resultados contra estas equipas em apenas 5/6 jogos. Vimos o Olhanense surpreender o Braga em casa, o Rio Ave vencer em Alvalade, o Estoril que não ganhou também em Alvalade por mero azar e mão do árbitro diga-se, o Rio Ave assustar o Porto em Vila do Conde, a Académica roubar pontos a Sporting e Benfica (exclui a 1ª jornada pois ai é mais normal os grandes não estarem ao nível habitual, tanto físico como técnico).
Olhando para os resultados podemos pensar que se trata apenas de medo dos grandes, mas quando vemos os resultados entre as equipas chamadas pequenas vemos o mesmo filme. Empates e mais empates, porque ninguém tem a coragem de assumir o jogo, e não é por não quererem, é por não saberem pois não é essa a mentalidade dos portugueses.
O jornal do silva
domingo, 4 de novembro de 2012
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Devolver o Benfica ao topo. Mas a que custo?
“O Benfica será mais forte que o Real Madrid” - 2003
“Queremos ser Campeões Europeus” - 2005
“Projecto do Benfica está a assustar muita gente” - 2006
“Em 2011 o Benfica será um colosso europeu” - 2006
“Ninguém terá tanto sucesso em Portugal como o Benfica” - 2007
“Vamos investir no futebol e ganhar não apenas 1 título, mas 2 ou 3 seguidos. E, no final, vamos ser todos muito felizes” - 2009
"O Benfica será a espinha dorsal da selecção."
Frase atrás de frase, desde que em 2003 assumiu a presidência do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira já fez o suficiente para entrar para a história do clube. E não é pelas melhores razões.
Este tinha o sonho de devolver aos benfiquistas o Benfica de outros tempos. Um SLB que ganhava tudo em Portugal, e na Europa era sempre candidato à vitória final, como acontece actualmente com equipas como o Bayern de Munique, o Manchester United, o Barcelona e o Real Madrid. Estes dominam o futebol do seu país e apenas deixam de ganhar durante 2 ou 3 anos, e na Europa são autênticos "tubarões" (no caso de Barcelona e Real Madrid, considero que dominam o futebol espanhol de forma repartida, visto que estão a anos-luz dos restantes clubes, e que quando não ganha um costuma ganhar o outro).
Tendo os olhos focados nestes modelos, LFV achou que era possível adoptá-los no seu SLB. Não poderia estar mais errado. Modelos destes não funcionam em Portugal e assim continuará a ser até ao fim dos nossos tempos. No entanto, este presidente magnifico continua a apostar forte na construção do seu plantel de futebol sénior (chamei construção àquilo que LFV está a fazer pois é o termo mais suave que arranjei). Desde que se tornou presidente, o SLB tem gasto autênticos balúrdios em contratações que, não serviram o clube para que este chegasse aos "2 ou 3 títulos seguidos" que este ambicionava. Chegou a ganhar 2 durante o seu mandato até agora, mas estes sempre foram marcados por irregularidades fora das quatro linhas. Não vou entrar pelo caminho de nomear todos esses jogadores senão ainda estaria aqui até a próxima vez que o SLB ganhasse uma competição europeia, como de resto também era desejo do seu presidente.
Até agora sempre vi os benfiquistas (entenda-se por isto a maioria), felizes por terem tais montantes à disposição para se reforçarem com jogadores vindos do Real Madrid, Barcelona, etc. Aos que não se identificam com estes adeptos eu saúdo-vos, pois vocês têm mais cabeça do que LFV. Mas o que acontecerá a este clube quando o seu presidente sair do seu comando e o deixar nas mãos de outra pessoa? Eu prevejo que, os tempos em que os adeptos se vangloriavam por terem gasto 50€ e 60€ por época durante 5/6 anos seguidos se vire contra estes mesmos. Estes valores referem-se apenas a montantes de transferências, ou seja, não são aqui contabilizados salários e outros custos associados, bem como despesas que um clube suporta normalmente.
Olhando, por exemplo, para esta época que agora se iniciou, podemos concluir que o SLB não fez bons negócios no que toca a compras. Nas vendas, de Witsel e Javi García, o SLB "recebeu" quase o máximo possível (mais uma vez suavizei com a palavra recebeu). Mas olhando para as compras detalhadamente vemos que foram contratados 3 extremos (Sálvio, Ola John e Hugo Vieira, este último não pode ser contabilizado como um 9, e mesmo não sendo extremo puro creio que é nas alas que tem melhor desempenho), e nenhum foi vendido. Contando que já existiam no plantel 8 jogadores para essas posições, (Nico, Nolito, Enzo, Bruno César, Yannick, Nélson Oliveira, Melgarejo e Rodrigo) para quê a contratação de mais 3? Na defesa existia apenas 1 lateral (Maxi) e foi apenas contratado mais 1 (Luisinho, sendo que este foi ultrapassado por um dos extremos do plantel). No meio-campo saíram os dois jogadores já referidos, e quantos foram contratados para os seus lugares? Nenhum, não contando com Carlos Martins, que de quando em vez se lembra de ficar umas semaninhas no ginásio. Com isto claro que este plantel não pode ser considerado bom, e muito menos em condições para um treinador apresentar resultados que suplantem o investimento.
Aproxima-se mais um acto eleitoral do clube da Luz, e o resultado será, provavelmente, mais uma vitória do actual presidente. Mostrando que os adeptos encarnados não estarão tão insatisfeitos como por vezes demonstram.
Dizendo tudo numa frase, creio que este clube está a hipotecar as suas hipóteses de sobrevivência para o futuro.
Para terminar, um comentário às frases do grande presidente LFV:
“O Benfica será mais forte que o Real Madrid” - 2003 (Sim sim, só foi pena aparecer o Mourinho porque estava quase lá)
“Queremos ser Campeões Europeus” - 2005 (De hóquei em patins acho que já foi)
“Projecto do Benfica está a assustar muita gente” - 2006 (Os benfiquistas com cabeça, e esses não são muitos até)
“Em 2011 o Benfica será um colosso europeu” - 2006 (Deve ser outro 2011, porque neste que passou não se viu)
“Ninguém terá tanto sucesso em Portugal como o Benfica” - 2007 (Claro que não)
“Vamos investir no futebol e ganhar não apenas 1 título, mas 2 ou 3 seguidos. E, no final, vamos ser todos muito felizes” - 2009 (Em que modalidade?)
"O Benfica será a espinha dorsal da selecção." (Da seleção? Argentina?)
“Queremos ser Campeões Europeus” - 2005
“Projecto do Benfica está a assustar muita gente” - 2006
“Em 2011 o Benfica será um colosso europeu” - 2006
“Ninguém terá tanto sucesso em Portugal como o Benfica” - 2007
“Vamos investir no futebol e ganhar não apenas 1 título, mas 2 ou 3 seguidos. E, no final, vamos ser todos muito felizes” - 2009
"O Benfica será a espinha dorsal da selecção."
Frase atrás de frase, desde que em 2003 assumiu a presidência do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira já fez o suficiente para entrar para a história do clube. E não é pelas melhores razões.
Este tinha o sonho de devolver aos benfiquistas o Benfica de outros tempos. Um SLB que ganhava tudo em Portugal, e na Europa era sempre candidato à vitória final, como acontece actualmente com equipas como o Bayern de Munique, o Manchester United, o Barcelona e o Real Madrid. Estes dominam o futebol do seu país e apenas deixam de ganhar durante 2 ou 3 anos, e na Europa são autênticos "tubarões" (no caso de Barcelona e Real Madrid, considero que dominam o futebol espanhol de forma repartida, visto que estão a anos-luz dos restantes clubes, e que quando não ganha um costuma ganhar o outro).
Tendo os olhos focados nestes modelos, LFV achou que era possível adoptá-los no seu SLB. Não poderia estar mais errado. Modelos destes não funcionam em Portugal e assim continuará a ser até ao fim dos nossos tempos. No entanto, este presidente magnifico continua a apostar forte na construção do seu plantel de futebol sénior (chamei construção àquilo que LFV está a fazer pois é o termo mais suave que arranjei). Desde que se tornou presidente, o SLB tem gasto autênticos balúrdios em contratações que, não serviram o clube para que este chegasse aos "2 ou 3 títulos seguidos" que este ambicionava. Chegou a ganhar 2 durante o seu mandato até agora, mas estes sempre foram marcados por irregularidades fora das quatro linhas. Não vou entrar pelo caminho de nomear todos esses jogadores senão ainda estaria aqui até a próxima vez que o SLB ganhasse uma competição europeia, como de resto também era desejo do seu presidente.
Até agora sempre vi os benfiquistas (entenda-se por isto a maioria), felizes por terem tais montantes à disposição para se reforçarem com jogadores vindos do Real Madrid, Barcelona, etc. Aos que não se identificam com estes adeptos eu saúdo-vos, pois vocês têm mais cabeça do que LFV. Mas o que acontecerá a este clube quando o seu presidente sair do seu comando e o deixar nas mãos de outra pessoa? Eu prevejo que, os tempos em que os adeptos se vangloriavam por terem gasto 50€ e 60€ por época durante 5/6 anos seguidos se vire contra estes mesmos. Estes valores referem-se apenas a montantes de transferências, ou seja, não são aqui contabilizados salários e outros custos associados, bem como despesas que um clube suporta normalmente.
Olhando, por exemplo, para esta época que agora se iniciou, podemos concluir que o SLB não fez bons negócios no que toca a compras. Nas vendas, de Witsel e Javi García, o SLB "recebeu" quase o máximo possível (mais uma vez suavizei com a palavra recebeu). Mas olhando para as compras detalhadamente vemos que foram contratados 3 extremos (Sálvio, Ola John e Hugo Vieira, este último não pode ser contabilizado como um 9, e mesmo não sendo extremo puro creio que é nas alas que tem melhor desempenho), e nenhum foi vendido. Contando que já existiam no plantel 8 jogadores para essas posições, (Nico, Nolito, Enzo, Bruno César, Yannick, Nélson Oliveira, Melgarejo e Rodrigo) para quê a contratação de mais 3? Na defesa existia apenas 1 lateral (Maxi) e foi apenas contratado mais 1 (Luisinho, sendo que este foi ultrapassado por um dos extremos do plantel). No meio-campo saíram os dois jogadores já referidos, e quantos foram contratados para os seus lugares? Nenhum, não contando com Carlos Martins, que de quando em vez se lembra de ficar umas semaninhas no ginásio. Com isto claro que este plantel não pode ser considerado bom, e muito menos em condições para um treinador apresentar resultados que suplantem o investimento.
Aproxima-se mais um acto eleitoral do clube da Luz, e o resultado será, provavelmente, mais uma vitória do actual presidente. Mostrando que os adeptos encarnados não estarão tão insatisfeitos como por vezes demonstram.
Dizendo tudo numa frase, creio que este clube está a hipotecar as suas hipóteses de sobrevivência para o futuro.
Para terminar, um comentário às frases do grande presidente LFV:
“O Benfica será mais forte que o Real Madrid” - 2003 (Sim sim, só foi pena aparecer o Mourinho porque estava quase lá)
“Queremos ser Campeões Europeus” - 2005 (De hóquei em patins acho que já foi)
“Projecto do Benfica está a assustar muita gente” - 2006 (Os benfiquistas com cabeça, e esses não são muitos até)
“Em 2011 o Benfica será um colosso europeu” - 2006 (Deve ser outro 2011, porque neste que passou não se viu)
“Ninguém terá tanto sucesso em Portugal como o Benfica” - 2007 (Claro que não)
“Vamos investir no futebol e ganhar não apenas 1 título, mas 2 ou 3 seguidos. E, no final, vamos ser todos muito felizes” - 2009 (Em que modalidade?)
"O Benfica será a espinha dorsal da selecção." (Da seleção? Argentina?)
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Ronaldo vs Messi
Quem é melhor? Uns dizem Ronaldo, outros dizem Messi. Mas será que alguém tem razão?
Na minha opinião, sem olhar a nacionalidades gosto mais de Messi, mas como isso não pode ser posto de parte digo sempre que me perguntam que o melhor é o nosso Cristiano Ronaldo. Embora goste mais de ver jogar Messi. E passo então a explicar a minha decisão.
Ronaldo ou Messi, quem tem melhor técnica? Messi.
Quem tem melhor remate? Para mim é Messi. Pode parecer disparatado mas olhando à eficácia creio que Messi sai melhor neste duelo. Sempre que vejo um jogo do Real Madrid vejo Ronaldo a rematar forte, muito forte até. Mas quantas bolas envia o CR7 para a bancada? Sendo que muitas delas são inclusive para o 2º anel. E quando vejo os jogos do Barça naqueles remates que muitos enviam para a bancada, falo dos passes atrasados. Já CR7 remata 75% destes para a bancada. Em remates de longe quantas vezes vemos Messi coloca as bolas no cantinhos? E CR7 rematar a figura? Em termos de potência não há dúvidas que CR7 ganha por larga margem, mas um remate forte à figura do guarda-redes não é comparável com um que vá colocado junto ao poste.
Quem é mais rápido? São os dois igualmente rápidos quase, com CR7 a levar a melhor talvez. Neste ponto aceitam-se todas as opiniões.
Quem marca melhor livres diretos? Claramente Messi. Ronaldo precisa de 20 tentativas para fazer um remate entre os postes, e normalmente é para o meio da baliza. Já Messi coloca a bola nos cantos tornando muito difícil a defesa do GR.
Quem é melhor jogador de equipa? Messi sem dúvida também. Tem mais assistências e nota-se que tenta muitas vezes o passe em vez do remate. Quantas vezes vemos CR7 estar a ter um dia negro e continuar a rematar e a rematar e a rematar? Milhões de vezes.
Quem é mais consistente? Nem devia fazer esta pergunta, pois é por demais evidente a superioridade de Messi. Enquanto que Ronaldo é super afetado por tudo o que se passa à sua volta, o astro argentino só quer jogar futebol e ser feliz. O português parece que fica nervoso só por ouvir uma simples palavra, Messi.
Quem tem o melhor jogo aéreo? CR7 e nem se fala mais nisso.
Quem tem melhor condição física? CR7 sem dúvida, mas a verdade é que é Messi quem a usa melhor. A prova disso é as vezes que vemos CR7 a tirar-se para a "piscina".
As opiniões em relação a estes pontos podem ser muito diferentes de pessoa para pessoa, mas o que muitas vezes pesa na hora de responder a pergunta "Quem prefere, Ronaldo ou Messi?" é o carisma que passam estes dois craques para os adeptos. E aí Messi é o mais carismático.
Na minha opinião, sem olhar a nacionalidades gosto mais de Messi, mas como isso não pode ser posto de parte digo sempre que me perguntam que o melhor é o nosso Cristiano Ronaldo. Embora goste mais de ver jogar Messi. E passo então a explicar a minha decisão.
Ronaldo ou Messi, quem tem melhor técnica? Messi.
Quem tem melhor remate? Para mim é Messi. Pode parecer disparatado mas olhando à eficácia creio que Messi sai melhor neste duelo. Sempre que vejo um jogo do Real Madrid vejo Ronaldo a rematar forte, muito forte até. Mas quantas bolas envia o CR7 para a bancada? Sendo que muitas delas são inclusive para o 2º anel. E quando vejo os jogos do Barça naqueles remates que muitos enviam para a bancada, falo dos passes atrasados. Já CR7 remata 75% destes para a bancada. Em remates de longe quantas vezes vemos Messi coloca as bolas no cantinhos? E CR7 rematar a figura? Em termos de potência não há dúvidas que CR7 ganha por larga margem, mas um remate forte à figura do guarda-redes não é comparável com um que vá colocado junto ao poste.
Quem é mais rápido? São os dois igualmente rápidos quase, com CR7 a levar a melhor talvez. Neste ponto aceitam-se todas as opiniões.
Quem marca melhor livres diretos? Claramente Messi. Ronaldo precisa de 20 tentativas para fazer um remate entre os postes, e normalmente é para o meio da baliza. Já Messi coloca a bola nos cantos tornando muito difícil a defesa do GR.
Quem é melhor jogador de equipa? Messi sem dúvida também. Tem mais assistências e nota-se que tenta muitas vezes o passe em vez do remate. Quantas vezes vemos CR7 estar a ter um dia negro e continuar a rematar e a rematar e a rematar? Milhões de vezes.
Quem é mais consistente? Nem devia fazer esta pergunta, pois é por demais evidente a superioridade de Messi. Enquanto que Ronaldo é super afetado por tudo o que se passa à sua volta, o astro argentino só quer jogar futebol e ser feliz. O português parece que fica nervoso só por ouvir uma simples palavra, Messi.
Quem tem o melhor jogo aéreo? CR7 e nem se fala mais nisso.
Quem tem melhor condição física? CR7 sem dúvida, mas a verdade é que é Messi quem a usa melhor. A prova disso é as vezes que vemos CR7 a tirar-se para a "piscina".
As opiniões em relação a estes pontos podem ser muito diferentes de pessoa para pessoa, mas o que muitas vezes pesa na hora de responder a pergunta "Quem prefere, Ronaldo ou Messi?" é o carisma que passam estes dois craques para os adeptos. E aí Messi é o mais carismático.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
A Gestão do Plantel de Brendan Rodgers
É público que o Liverpool, esse histórico clube inglês, não atravessa um bom momento já à uns anos.
Esquecendo por momentos as participações nas competições europeias e concentrando-nos somente nos seus desempenhos no campeonato inglês, vemos que este clube tem estado arredado da luta pelo título à bastantes anos, excepto na época 2008/2009 em que ficou no 2º lugar a apenas 1/2 pontos do campeão, Manchester United.
Vamos então olhar para a equipa que tem este ano à disposição o seu treinador.
Na baliza, não se vê qualidade absolutamente nenhuma. Reina não passa de um misero guarda-redes que faz muitas vezes figura de corpo presente, e os seus suplentes deixam tanto ou mais a desejar do que o titular.
Na defesa, temos como laterais 2 excelentes jogadores (Glen Johnson e José Enrique), mas como suplentes voltamos ao mesmo e temos Kelly que é um amador que nem numa equipa modesta da Premier League inglesa teria lugar. e ficamos por ai visto que o resto são jovens que ainda têm muito que aprender (John Flanagan e Jack Robinson). No centro temos o típico central britânico Carragher que é daqueles que tem uma raça ilimitada mas que tecnicamente já não está no seu auge. Depois temos Agger, com uma qualidade acima da média, mas um autêntico terror no que diz respeito a lesões. Temos ainda Skrtel, o chamado Robotcop do campeonato inglês que oscila muitas vezes entre o terrivelmente mau e o excelente. Como 4º central temos Coates, um jovem com um futuro muito promissor que, não sei bem porquê, é última opção para esta posição. Desta defesa podemos concluir que não é uma defesa que se apresente num campeonato tão exigente como é o Inglês.
O meio campo tem qualidade mas à semelhança do ataque tem muito poucas opções. O sistema utilizado pelo treinador tem passado por 4-2-3-1, com dois médios muito criativos na sua 1ª linha, estes são incapazes de travar as investidas dos adversários que não tem, por isso, muitos problemas em criar perigo junto da baliza de Reina. Estes médios são normalmente Joe Allen (um jovem contratado ao Swansea, clube anterior do treinador, que tem qualidade sem dúvida, mas não suficiente para um clube como o Liverpool) e Shelvey/Sahin/Henderson. Normalmente é entre estes 3 médios que Rodgers opta para formar a linha do meio campo defensivo com o galês. Eu pergunto desde já, quem é que este meio campo intimida? A resposta para mim é óbvia. Ninguém.
Depois na posição mais adiantada da zona central do meio campo joga sempre Steven Gerrard, dispensa apresentações o capitão do Liverpool, um jogador do tamanho do mundo, que joga e faz jogar a equipa, que pena é que esteja a ser nesta fase da sua carreira um bocado perseguido pelas lesões e que têm abrandado um pouco o ritmo deste médio de classe mundial. Digamos que para esta posição não existem suplentes, não podemos considerar Joe Cole uma opção válida devido a sua condição física, nem Suso que é um jovem que joga mais vezes pelas reservas do que pela equipa principal.
Nas alas temos jogadores como Downing, Borini, Sterling e Assaidi, este último tem qualidade acima dos restantes mas curiosamente não jogou nenhum minuto na presente época. Ora num clube que quer lutar pelo título ou pela presença na Liga dos Campeões não pode ter jogadores destes. Aqui não podemos dizer que sejam fracas opções mas não são jogadores que possam desequilibrar ou resolver um jogo.
Para finalizar a análise ao plantel basta-nos referir os avançados. E aí se vê a estupidez deste treinador, perdoem-me a expressão. Existe apenas UM!!!! Tem qualidade que vale por 3 ou 4 mas é apenas UM!!! Luís Suárez é o típico avançado que nenhum defesa gosta de enfrentar. Tem uma qualidade técnica irrepreensível aliada a sua velocidade de movimentos, com e sem bola. Mas voltando ao assunto da quantidade, como é que é possível que uma equipa destas queira ir a algum lado com um avançado? Não é possível olhar para este treinador e dizer "Sim senhor, é uma pessoa com as ideias certas"? É impossível digo eu.
Se este senhor, John Henry, quer ter retorno do seu investimento no clube terá de fazer muito melhor do que emprestar jogadores e cobrir a sua ausência, e deixar de olhar para treinadores com esta visão, para um clube grande.
Para já este Liverpool ocupa o antepenúltimo lugar da tabela classificativa, e na minha opinião, até Janeiro não fugirá muito destes lugares.
Esquecendo por momentos as participações nas competições europeias e concentrando-nos somente nos seus desempenhos no campeonato inglês, vemos que este clube tem estado arredado da luta pelo título à bastantes anos, excepto na época 2008/2009 em que ficou no 2º lugar a apenas 1/2 pontos do campeão, Manchester United.
Vamos então olhar para a equipa que tem este ano à disposição o seu treinador.
Na baliza, não se vê qualidade absolutamente nenhuma. Reina não passa de um misero guarda-redes que faz muitas vezes figura de corpo presente, e os seus suplentes deixam tanto ou mais a desejar do que o titular.
Na defesa, temos como laterais 2 excelentes jogadores (Glen Johnson e José Enrique), mas como suplentes voltamos ao mesmo e temos Kelly que é um amador que nem numa equipa modesta da Premier League inglesa teria lugar. e ficamos por ai visto que o resto são jovens que ainda têm muito que aprender (John Flanagan e Jack Robinson). No centro temos o típico central britânico Carragher que é daqueles que tem uma raça ilimitada mas que tecnicamente já não está no seu auge. Depois temos Agger, com uma qualidade acima da média, mas um autêntico terror no que diz respeito a lesões. Temos ainda Skrtel, o chamado Robotcop do campeonato inglês que oscila muitas vezes entre o terrivelmente mau e o excelente. Como 4º central temos Coates, um jovem com um futuro muito promissor que, não sei bem porquê, é última opção para esta posição. Desta defesa podemos concluir que não é uma defesa que se apresente num campeonato tão exigente como é o Inglês.
O meio campo tem qualidade mas à semelhança do ataque tem muito poucas opções. O sistema utilizado pelo treinador tem passado por 4-2-3-1, com dois médios muito criativos na sua 1ª linha, estes são incapazes de travar as investidas dos adversários que não tem, por isso, muitos problemas em criar perigo junto da baliza de Reina. Estes médios são normalmente Joe Allen (um jovem contratado ao Swansea, clube anterior do treinador, que tem qualidade sem dúvida, mas não suficiente para um clube como o Liverpool) e Shelvey/Sahin/Henderson. Normalmente é entre estes 3 médios que Rodgers opta para formar a linha do meio campo defensivo com o galês. Eu pergunto desde já, quem é que este meio campo intimida? A resposta para mim é óbvia. Ninguém.
Depois na posição mais adiantada da zona central do meio campo joga sempre Steven Gerrard, dispensa apresentações o capitão do Liverpool, um jogador do tamanho do mundo, que joga e faz jogar a equipa, que pena é que esteja a ser nesta fase da sua carreira um bocado perseguido pelas lesões e que têm abrandado um pouco o ritmo deste médio de classe mundial. Digamos que para esta posição não existem suplentes, não podemos considerar Joe Cole uma opção válida devido a sua condição física, nem Suso que é um jovem que joga mais vezes pelas reservas do que pela equipa principal.
Nas alas temos jogadores como Downing, Borini, Sterling e Assaidi, este último tem qualidade acima dos restantes mas curiosamente não jogou nenhum minuto na presente época. Ora num clube que quer lutar pelo título ou pela presença na Liga dos Campeões não pode ter jogadores destes. Aqui não podemos dizer que sejam fracas opções mas não são jogadores que possam desequilibrar ou resolver um jogo.
Para finalizar a análise ao plantel basta-nos referir os avançados. E aí se vê a estupidez deste treinador, perdoem-me a expressão. Existe apenas UM!!!! Tem qualidade que vale por 3 ou 4 mas é apenas UM!!! Luís Suárez é o típico avançado que nenhum defesa gosta de enfrentar. Tem uma qualidade técnica irrepreensível aliada a sua velocidade de movimentos, com e sem bola. Mas voltando ao assunto da quantidade, como é que é possível que uma equipa destas queira ir a algum lado com um avançado? Não é possível olhar para este treinador e dizer "Sim senhor, é uma pessoa com as ideias certas"? É impossível digo eu.
Se este senhor, John Henry, quer ter retorno do seu investimento no clube terá de fazer muito melhor do que emprestar jogadores e cobrir a sua ausência, e deixar de olhar para treinadores com esta visão, para um clube grande.
Para já este Liverpool ocupa o antepenúltimo lugar da tabela classificativa, e na minha opinião, até Janeiro não fugirá muito destes lugares.
sábado, 22 de setembro de 2012
O perfil do substituto de Sá Pinto
Não sou um profundo conhecedor de treinadores como sou de jogadores. Se uma equipa precisa de um avançado acho que consigo dizer nomes para cobrir essa vaga. Neste caso, uma equipa precisa de um treinador. E aí não sei apontar muitos nomes que poderão entrar para o banco do Sporting. O que posso dizer é o perfil de treinador que gostaria de ver no banco de Alvalade.
Antes de mais, este treinador precisa de ser um Homem com coragem, muita e muita coragem (a única coisa que Sá Pinto até mostra ser), e não pode abanar ao ritmo do barco. Tem de saber manter um equilíbrio quando a equipa passa por maus momentos, e o Sporting passa frequentemente por esses momentos. Vezes de mais até.
Depois é claramente urgente que este treinador tem de ter mentalidade ofensiva. Não se pode começar um jogo ao intervalo. Aí quase sempre é tarde demais para pegar no jogo. Tem de ser um treinador experiente. De preferência conhecedor do nosso campeonato, senão preencher este requisito terá de pelo menos ter um adjunto português.
Outra qualidade que terá de mostrar é o trabalho com jovens, porque está mais do que na hora de voltar a apostar em 2 ou 3 jovens que são tão bons ou até melhores do que alguns jogadores contratados. Como é óbvio este treinador terá de ter um conhecimento táctico acima da média também.
Olhando para estas características pensaria num treinador holandês. Será que Van Basten seria o homem ideal? Digo isto por este ter sido um dos trunfos jogados por um candidato rival do atual presidente leonino. E sinceramente, acho que só por isso, será muito difícil o holandês se sentar no banco do Sporting.
Antes de mais, este treinador precisa de ser um Homem com coragem, muita e muita coragem (a única coisa que Sá Pinto até mostra ser), e não pode abanar ao ritmo do barco. Tem de saber manter um equilíbrio quando a equipa passa por maus momentos, e o Sporting passa frequentemente por esses momentos. Vezes de mais até.
Depois é claramente urgente que este treinador tem de ter mentalidade ofensiva. Não se pode começar um jogo ao intervalo. Aí quase sempre é tarde demais para pegar no jogo. Tem de ser um treinador experiente. De preferência conhecedor do nosso campeonato, senão preencher este requisito terá de pelo menos ter um adjunto português.
Outra qualidade que terá de mostrar é o trabalho com jovens, porque está mais do que na hora de voltar a apostar em 2 ou 3 jovens que são tão bons ou até melhores do que alguns jogadores contratados. Como é óbvio este treinador terá de ter um conhecimento táctico acima da média também.
Olhando para estas características pensaria num treinador holandês. Será que Van Basten seria o homem ideal? Digo isto por este ter sido um dos trunfos jogados por um candidato rival do atual presidente leonino. E sinceramente, acho que só por isso, será muito difícil o holandês se sentar no banco do Sporting.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
O problema do Sporting
Embora muita gente critique as decisões do treinador Sá Pinto, eu acho que o problema do Sporting provém mais sistema usado do que dos jogadores que entram de início. Esses não devem variar muito daquilo que temos visto desde o primeiro jogo desta época em Guimarães. Podemos argumentar que Insua deveria ser titular na posição de defesa esquerdo e que Adrien não está claramente a mostrar características de um "10" que poderá dinamizar a equipa no ataque. Claramente com menos vocação ofensiva, ou pelo menos mais contido no que toca a atacar, este croata tem um pé esquerdo que mais parece de um médio, e em termos defensivos cumpre mais do que o argentino. E talvez seja isso que Sá Pinto procure para aquela posição. Já a posição "10" não deveria existir neste Sporting visto que não tem opções válidas para desempenhar essa função. Na minha opinião um 4-3-3 como era apresentado por Domingos na época passada é o mais adequado para este plantel. Com Gélson mais recuado, num triângulo que deveria ser formado também por Elias e Adrien, o Sporting teria os jogadores certos nas posições certas do meio campo. Visto até que no banco teríamos os substitutos perfeitos para estas posições, Rinaudo por Gélson, Schaars por Elias e André Martins por Adrien.
Na defesa não gosto de ver Rojo atuar a titular, creio que é um jovem muito talentoso que tem de evoluir bastante para que possa chegar ao 11. À sua frente estariam Xandão e o americano Onyewu que partiu para Málaga por não entrar nos planos do treinador. Pelo que vejo na seleção argentina, até joga melhor como defesa esquerdo do que como central. De resto não mexeria nos homens que têm entrado de início nas partidas já disputadas. Cédric é claramente o melhor defesa direito e Boulahrouz é um patrão que teria lugar em qualquer equipa do nosso campeonato.
Como referi acima o problema está na dinâmica que a equipa apresenta. Com processos lentos e previsíveis este Sporting encontra-se incapaz de dominar um jogo com oportunidades de golo. Se Ricky Van Wolfswinkel precisa de 3/4 chances de fazer golo pelo menos 8/9 têm de ser criadas. O meio campo tem de ser rápido a construir. E vê-se que os jogadores têm capacidade para o fazer. Se calhar isso não lhes é pedido e por isso as oportunidades de golo dos leões caem do céu e a conta-gotas. Os extremos não podem ser apenas dois comboios que usam a linha como zona de ação. Estes têm de ser envolvidos na construção, e o que está a acontecer é que eles estão plantados nas linhas à espera que a bola chegue lá para eles fazerem as suas fintas. Com o avançado acontece o inverso, este vê-se na obrigação de sair da zona de finalização para poder cheirar a bola e para que esta não pareça uma estranha na hora de finalizar. E o que consequentemente acontece, é que falta alguém para preencher o espaço que Ricky deixa de vago na área. Com um maior apoio dos médios interiores, neste caso Elias e Adrien, que aparecem bem em zonas de finalização, este espaço poderia e deveria ser melhor aproveitado.
Em relação ao processo defensivo, este parece ter sido corrigido e a equipa já não é surpreendida em contra-ataques adversários, embora a derrota com o Rio Ave tenha sido marcada com um golo dessa forma, muito por culpa das saídas de Polga e João Pereira. No caso do primeiro por falta clara de posicionamento e qualidade e no caso do segundo por falta de qualidade de desarme e por se aventurar vezes demais no ataque, mesmo quando já não teria forças para subir e descer o terreno.
A mim resta-me ver o Sporting desperdiçar mais pontos por não ser uma equipa ofensiva, ou pelo menos perigosa ofensivamente.
Como última nota gostaria de referir que a equipa B terá muitos jovens que mais tarde poderão integrar os quadros do plantel principal. Serão exemplos disso o lateral direito Arias, o defesa esquerdo Mica, o central Pedro Mendes, os médios João Mário e Zezinho, o extremo Bruma e o ponta de lança Betinho.
Na defesa não gosto de ver Rojo atuar a titular, creio que é um jovem muito talentoso que tem de evoluir bastante para que possa chegar ao 11. À sua frente estariam Xandão e o americano Onyewu que partiu para Málaga por não entrar nos planos do treinador. Pelo que vejo na seleção argentina, até joga melhor como defesa esquerdo do que como central. De resto não mexeria nos homens que têm entrado de início nas partidas já disputadas. Cédric é claramente o melhor defesa direito e Boulahrouz é um patrão que teria lugar em qualquer equipa do nosso campeonato.
Como referi acima o problema está na dinâmica que a equipa apresenta. Com processos lentos e previsíveis este Sporting encontra-se incapaz de dominar um jogo com oportunidades de golo. Se Ricky Van Wolfswinkel precisa de 3/4 chances de fazer golo pelo menos 8/9 têm de ser criadas. O meio campo tem de ser rápido a construir. E vê-se que os jogadores têm capacidade para o fazer. Se calhar isso não lhes é pedido e por isso as oportunidades de golo dos leões caem do céu e a conta-gotas. Os extremos não podem ser apenas dois comboios que usam a linha como zona de ação. Estes têm de ser envolvidos na construção, e o que está a acontecer é que eles estão plantados nas linhas à espera que a bola chegue lá para eles fazerem as suas fintas. Com o avançado acontece o inverso, este vê-se na obrigação de sair da zona de finalização para poder cheirar a bola e para que esta não pareça uma estranha na hora de finalizar. E o que consequentemente acontece, é que falta alguém para preencher o espaço que Ricky deixa de vago na área. Com um maior apoio dos médios interiores, neste caso Elias e Adrien, que aparecem bem em zonas de finalização, este espaço poderia e deveria ser melhor aproveitado.
Em relação ao processo defensivo, este parece ter sido corrigido e a equipa já não é surpreendida em contra-ataques adversários, embora a derrota com o Rio Ave tenha sido marcada com um golo dessa forma, muito por culpa das saídas de Polga e João Pereira. No caso do primeiro por falta clara de posicionamento e qualidade e no caso do segundo por falta de qualidade de desarme e por se aventurar vezes demais no ataque, mesmo quando já não teria forças para subir e descer o terreno.
A mim resta-me ver o Sporting desperdiçar mais pontos por não ser uma equipa ofensiva, ou pelo menos perigosa ofensivamente.
Como última nota gostaria de referir que a equipa B terá muitos jovens que mais tarde poderão integrar os quadros do plantel principal. Serão exemplos disso o lateral direito Arias, o defesa esquerdo Mica, o central Pedro Mendes, os médios João Mário e Zezinho, o extremo Bruma e o ponta de lança Betinho.
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